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Cinema: Batman v Superman: Dawn of Justice

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Está visto! Na quinta-feira passada, fui ver o filme Batman v Superman: Dawn of Justice em Imax 3D. Gostei, mas não fiquei maravilhado.

Vou deixar aqui a minha opinião sobre o filme – tentando evitar ao máximo spoilers –, contudo prefiro esclarecer ab initio que sou mais fã da Marvel que da DC Comics, com a reserva de que, apesar disso, sou fã incondicional do Batman. Por esse motivo, a pouca expetativa que tinha para este filme estava, essencialmente, relacionada com a participação deste herói – ainda que representado pelo Ben Affleck, que me desiludiu imenso no filme Daredevil e nunca me deixou encantado em nenhum dos filmes onde participou –, caso contrário, provavelmente não iria vê-lo ao cinema.

Batman v Superman: Dawn of Justice – à semelhança de quase todos os filmes de super-heróis – é, em primeiro lugar, um filme para os fãs. E este é um facto confirmado pelos números das bilheteiras (muito bons) em proporcionalidade inversa às críticas um pouco arrasadoras que se somam.

Como fã de Batman eu conhecia a história que inspira este filme, tal como um ou outro pormenor que vai aparecendo ao longo do filme. Mas eu não adorei o filme, nem consigo dizer que é um filme espetacular ou sequer muito bom. É, tão-só, um bom filme adaptado da banda desenhada, o que, nesta altura do campeonato, com a proliferação dos super-heróis na sétima arte e a guerra entre os dois “monstros” do género – Marvel e DC –, é pouco.

Não será spoiler, pois o título do filme insinua tal facto, contar-vos que a premissa do filme é o confronto entre Batman e Super-Homem. As primeiras cenas do filme exploram a origem deste confronto, dando continuidade a Man of Steel colocando Bruce Wayne (aka Batman) no local da luta entre o Super-Homem e o General Zod. E a história termina dando o mote para Justice League: Part One.

 E se até comecei a ficar entusiasmado nos primeiros minutos, rapidamente comecei a ficar entediado com o desenrolar da história, pelo que nem o final (que não me surpreendeu porque já estava a par de tal acontecimento através da banda desenhada) me abriu o apetite para o filme da Justice League – acrescentando-se o facto de que os futuros filme da Justice League (Part One e Part Two) serão realizados por Zack Snyder.

Quando a história de um filme não me cativa (ainda para mais quando é uma história que eu já conheço), tendo a responsabilizar o realizador. Neste filme, fiquei com a impressão de que Zack Snyder se perdeu ao contar-nos a história, tornando-a pouco cativante. E eu até tenho boa impressão do trabalho deste realizador, tendo em conta os filmes 300, Watchmen ou Sucker Punch. Até mesmo considerando o Dawn of the Dead.

Não contava que Batman v Superman: Dawn of Justice fosse pecar pela realização, mas, para além de (tal como afirmei) a história não estar contada de uma forma cativante, os efeitos especiais, animações e lutas são sequências confusas de imagem e barulho (parecia até que os protagonistas eram de tal modo poderosos que se tornava impossível representar os seus poderes), longe das sequências de lutas que têm surgido nos filmes do género e que tendem a melhorar de filme para filme.

As partes que gostei do filme foram salvas pelo elenco. O Lex Luthor de Jesse Eisenberg foi, até à data, a encarnação do arqui-inimigo de Superman que mais gostei. O Bruce Wayne de Ben Affleck também foi uma agradável surpresa, e, ainda que prefira o Batman de Christian Bale, Ben Affleck esteve à altura do filme e talvez pudesse ter feito mais – a ver vamos se uma participação em Suicide Squad pode amadurecer esta representação do “Morcego” para o tal Justice League: Part One. Gal Gadot é Diana Prince, aka, Wonder Woman e, talvez porque a espera um filme a solo a ser lançado no próximo ano, o seu papel, apesar de fulcral para a ligação da história dos “cabeças de cartaz” ao futuro do mundo cinematográfico da DC, é um mero aperitivo – ainda que com uma importante participação na fase final deste filme.

Do restante elenco apenas me apraz dizer que cumpriram com os mínimos indispensáveis, sendo que pouco posso acrescentar. O Clark Kent/Superman de Henry Cavill, tal como a Lois Lane de Amy Adams, são personagens praticamente iguais às que já conhecemos quando representadas por outros atores – ou seja, na minha opinião, desenxabidas. O Alfred de Jeremy Irons é diferente do que estamos habituados no cinema, mas que até parece uma continuação do Alfred que podemos conhecer na série Gotham.

Resumindo, não penso em rever o filme tão cedo, pois considero-o pobremente realizado e um contributo menor para o universo de super-heróis que tem conquistado o cinema. Este ano ainda vamos ver mais filmes de super-heróis, mas, para já e para mim, ainda não foi este a derrubar o Deadpool como o “filme de super-heróis que mais gostei de ver em 2016”.

Imagem retirada do site oficial da DC Comics

 

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Cinema: Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children

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Finalmente vi o trailer para o filme Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children realizado por Tim Burton. E a expectativa aumenta.

Sou fã do trabalho de Tim Burton, desde que, após ver o filme The Nightmare Before Christmas – que não é realizado por ele, mas onde participa como produtor e coargumentista, sendo a história e personagens criação sua –, o associei aos filmes Batman, Batman Returns e Edward Scissorhands. Em 1993 ainda não tinha completado uma década de vida, pelo que ter ficado com o nome de Tim Burton como referência cinematográfica, se deve exclusivamente ao facto de ele ser capaz de criar um mundo imaginário extraordinário.

Desde aí, faço por ver todos os seus filmes, que acabo sempre por rever. Com exceção de me ser difícil rever Mars Atacks! (achei o filme muito fraquinho, apesar de engraçado) e de ainda não ter visto Big Eyes (talvez devido à minha aversão a dramas). Foi também por causa de Tim Burton que comecei a apreciar os trabalhos de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, e, mais recentemente, de Eva Green.

Em setembro chega o novo filme, Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children, que aposto que nos vai deliciar com a peculiar capacidade de Tim Burton em transformar mundos surreais em realidades cinematográficas, como aconteceu em Big FishCharlie and the Chocolate Factory, Corpse Bride e Alice in Wonderland.

Este filme é baseado no romance de Ransom Riggs e narra a história de um adolescente que acaba por ir parar a um orfanato único numa ilha galesa. Um orfanato com crianças peculiares, onde se torna amigo de crianças invisíveis, superfortes, ou extremamente leves.

Johnny Depp e Helena Bonham Carter, ficaram de fora do elenco, que, por sua vez, conta com Eva Green, Samuel L. Jackson, Judi Dench e Terence Stamp. O protagonista, Jacob Portman, será interpretado por Asa Butterfield, ator de Hugo e Ender’s Game.

Vejam o trailer e digam-me se não ficam curiosos por ver o filme.

 

Imagem retirada do site oficial da Fox Movies

 

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Cinema: DEADPOOL

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Sim, simplesmente DEADPOOL com maiúsculas no título, porque basta e porque o filme merece. Para os fãs de banda desenhada e de filmes de super-heróis – que apreciem o heroicamente e, provavelmente, cinematograficamente incorreto, DEADPOOL é o filme a ver e rever e rever… Segundo o próprio protagonista este filme é uma história de amor. E não está propriamente a mentir.

Vi o filme na semana da estreia – tinha de ser, estava muito ansioso para o ver –, mas não escrevi este texto mais cedo, pois ainda estava em processo de digestão mental. A campanha de marketing que antecedeu o lançamento do filme foi do melhor que vi nos últimos tempos e, quase de certeza, foi um dos principais motivos para o sucesso e recorde de bilheteira alcançados. Ryan Reynolds e o seu Deadpool invadiram as redes sociais e tornaram-se no mais famoso photo e videobomber dos últimos tempos.

Para quem não sabe, Deadpool é o anti-herói menos convencional da Marvel, famoso pela linguagem forte e obscena, pelas piadas mais controversas da banda desenhada e por quebrar a fourth wall – ou seja, tem consciência da sua condição de personagem de banda desenhada, reconhece a existência de outras personagens e até mesmo figuras públicas do mundo real, e, inúmeras vezes, dirige-se diretamente ao leitor. Esta quebra da fourth wall acontece também no filme, o que lhe atribuí uma boa parte do humor e da dinâmica da realização.

Ficou apenas a faltar a presença mais constante das vozes na mente de Deadpool. Uma espécie de conflito interior que, na banda desenhada, ocupa grande parte dos diálogos. Cada voz com uma personalidade distinta como se fossem várias personagens a conversar e a discutir. Mas, se calhar, seria esquizofrenia a mais para este filme que já assim conta com alguma obscenidade, humor negro e violência, que lhe vale a classificação de R-Rated.

Como nem todos conhecem o Deadpool, deixem-me esclarecer que se trata de um ex-militar que se torna num mercenário. Face a uma doença fatal, Wade Wilson sujeita-se a uns testes experimentais (Weapon X, como é conhecido no mundo dos Comics, e que também “apanhou” outro herói: Wolverine). Estes testes são conduzidos sob tortura, acabando por desfigurar Wade Wilson, dando-lhe, ao mesmo tempo, o poder de se curar rapidamente. E assim, nasce Deadpool.

Este é o resumo da história da origem desta personagem, que é retratado no filme, apresentada numa cronologia que alterna entre passado e presente. Mas o filme não é só isto. Se bem se lembram escrevi no final do primeiro parágrafo que este filme é apresentado como sendo uma história de amor. E não vou revelar mais da história.

Relativamente à realização, Tim Miller, além de realizador, é igualmente um artista dos efeitos visuais/especiais, pelo que podem ter a certeza que se trata de um filme repleto de cenas de pancadaria com slow motions extraordinários (a primeira cena do filme é das melhores de sempre). Como tal, não esperem muita profundidade na realização, mas algo mais despretensioso e virado para a pura diversão.

O elenco, para ser sincero, é totalmente ultrapassado pela representação de Ryan Reynolds, que parece ter encarnado na perfeição o papel do protagonista – ao ponto de, neste momento, me ser difícil saber onde começa Ryan Reynolds e onde termina Wade Wilson/Deadpool e de o perdoar por um fraquíssimo Green Lantern.

Mas o filme não tem só um ator. Ed Skrein – o ator inglês sucessor de Jason Statham nos filmes The Transporter –  é Ajax, o inimigo de Deadpool, num desempenho que deixa a desejar. Morena Baccarin – a atriz brasileira que conhecida pelas séries Firefly, V, The Flash e Gotham – é Vanessa a cara metade de Deadpool (é aqui que entra a história de amor… OK! Não esperem uma história de amor “normal”, pois tal como já vos disse, Deadpool é pouco convencional).

Outra particularidade deste filme é o número gigantesco de referência quer a filmes, músicas ou artistas (por exemplo, Wham!), famosos (por várias vezes, Hugh Jackman) e personagens de banda desenhada (como os X-Men). Algumas vão ser facilmente entendidas, outras só para quem estiver a par da questão.

Se ainda não viram o filme, mas tencionam ver, deixo-vos um conselho: não abandonem a sala de cinema antes do fim dos créditos. Deadpool volta a aparecer no ecrã.

Em suma, para quem não forem fãs, trata-se de um filme de ação com humor, obscenidade e violência que entretém, e para quem é fã, o filme cumpre o que se esperaria do anti-herói igualmente intitulado de Merc with a Mouth.

 

Nota final: Desde que comecei a escrever este texto até à decisão de finalmente o publicar passaram-se 5 dias e, mesmo assim, ainda estou a digerir o filme. Tenho de o rever, sem dúvida.

 

Imagem retirada do site oficial da Fox Movies

 

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